os olhos que se desviam
por dever
procuram por um reflexo
para se realizarem;
cercados por sentinelas
sedentos por nada
não há fuga
objetivamene racional;
as subjetividades
codificam diálogos transcendentais
os diálogos se decodificam
furtivos e fugidiamente
o êxtase dá-se em centelhas e
lapsos infinitamente fragmentados
enquanto fragmentos
não concebem sonho
mas as notas concebidas pelo súbito
compõem subversão;
enquanto as sentinelas moucas
estupidamente ouvem dissonâncias
âmagos apaixonados dançam em fúria
dentro de esquifes de selos [...]
Abril 20, 2008
Categorias: [crimes exemplares], [poesia] . . Autor: harlotinblack . Comentários: Comentários desativados
o tempo é o do relógio[1]. as responsabilidades chamam, no imperativo.
preocupar-se sobremaneira em atende-las não considera, sequer, uma ínfima parte dos meus interesses individuais[2]; mas, o pacto que fazemos[3] com o sistema é precisamente justo: você morre de tédio para não morrer de fome.
lá estamos nós, seguindo a fórmula, e acabamos esquecendo que a vida [...]
Abril 11, 2008
Categorias: [divagação], [vida besta] . . Autor: harlotinblack . Comentários: Comentários desativados
uta ni kike na
dare no no hana ni
akaki inamu
omomuki aru kana
haru tsumi motsu ko
ouça o poema
como negar o carmim
da flor do campo?
delícias a menina
pecar na primavera
“A primavera (haru) é talvez a imagem que retorna com mais freqüência em Midaregami (2). ‘…era para ela o símbolo da juventude, a primavera da vida, quando nada importa mais [...]
Abril 3, 2008
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