…rostos pintados no meio da multidão sóbria:
sempre me pareceram técnicas de fuga contra faces tediosamente normais.
divertido!
fuga da normalidade:
me atrai.
suas idéias reluzem tanto quanto suas maquiagens.
soberana de sua própria imagem; uma anarquista!
a Elke é legal.
…e uma modesta compilação de frases legais, Dela:
Hilton Cassiano
[Sou extremamente política, mas não sou ativista e nunca fui. Não dá certo. Sou anarquista. Há governo, sou contra. Os governos não resolvem, o ideal tem que estar no coração. Não preciso ser de esquerda ou de direita. Nenhuma esquerda resolveu o problema do povo].
[Sou filha da guerra. Acredito na paz, mas nós não estamos prontos para ela. A gente não pode ter paz por enquanto. Não agüento as pessoas que ficam pedindo paz, paz, paz. Quando um nobre, como minha mãe, casaria com um russo fodido? Só na guerra mesmo. Na guerra, ninguém é nada, ninguém é rico, nem nobre, nem porra nenhuma. A guerra nos nivela. No Brasil, o fato é que nós só excluímos, excluímos, excluímos pessoas... E não preciso ser socióloga para saber o elementar: se tenho um brinquedo e não divido com meu irmãozinho, um dia ele vai pegar o brinquedo na porrada. E é isso que nós fizemos. Nós somos bonzinhos [diz em tom irônico], mas deixamos nossos irmãos na fila do Inamps].
[Uma pessoa que joga aviãozinho de dinheiro e faz as pessoas se amesquinharem é estranho... O Silvio Santos tentou me manipular. Ele ficou puto. Queria que eu desse zero para o calouro... Dizia que eu atrapalhava o programa, pois só dava nota máxima. Respondia dizendo que daria zero só se ele levasse políticos como o Quércia ao programa. Não sou covarde. Continuei dando 10].
[Não aceitei usar o uniforme de presa. Lembro que estava com a roupa rasgada. Disse que não ia trocar. Até a hora que fui interrogada. Peguei um lápis verde, fiz uma sobrancelha enorme, enchi a cara de ruge e desenhei uma boca gigante. Eu tinha um diabinho de camelô na bolsa, que fazia fuc-fuc... Até que me deram uma porrada na cara].
[Fiquei grávida e tirei. Não sei educar uma criança.
Qualquer burro pare. E depois?
Eu não sei o que falar para uma criança. Do jeito que as pessoas educam, tô fora.
Setenta por cento das mães não deveriam ter filhos].
[...se você conhece a mãe natureza, você não tem preconceito].
[O conviver é uma coisa que me emociona muito. Gente me emociona, gente].
http://www.terra.com.br/istoegente/363/entrevista/index.htm
http://revistatpm.uol.com.br/62/vermelhas/home.htm
