Urbano, pós-moderno
Uma gaiola frígida
Bocas, braços, olhos e auto-mutilação
Um pudor: maldito
Bicos se bicam, desejam
Não beijam, se impedem
Se acovardam, se suicidam, abortam
Fetos, desejos e expiação
Nadadeiras se resvalam, desejam
Não se abraçam, se apartam
Se submetem, se prostram, desistem
Plântulas, sonhos e seca
Lentes se esquivam, desejam
Não fitam, se escapam
Se amortecem, se matam, se morrem
Gérmen, paixão e morte
Hilton Cassiano
Abril 10, 2009
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os olhos que se desviam
por dever
procuram por um reflexo
para se realizarem;
cercados por sentinelas
sedentos por nada
não há fuga
objetivamene racional;
as subjetividades
codificam diálogos transcendentais
os diálogos se decodificam
furtivos e fugidiamente
o êxtase dá-se em centelhas e
lapsos infinitamente fragmentados
enquanto fragmentos
não concebem sonho
mas as notas concebidas pelo súbito
compõem subversão;
enquanto as sentinelas moucas
estupidamente ouvem dissonâncias
âmagos apaixonados dançam em fúria
dentro de esquifes de selos [...]
Abril 20, 2008
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uta ni kike na
dare no no hana ni
akaki inamu
omomuki aru kana
haru tsumi motsu ko
ouça o poema
como negar o carmim
da flor do campo?
delícias a menina
pecar na primavera
“A primavera (haru) é talvez a imagem que retorna com mais freqüência em Midaregami (2). ‘…era para ela o símbolo da juventude, a primavera da vida, quando nada importa mais [...]
Abril 3, 2008
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